Quando falamos sobre liderança, ainda é comum que muitas pessoas pensem apenas em cargos, estruturas de gestão ou tomada de decisões. Mas, na prática, liderar envolve algo ainda mais importante: a capacidade de mobilizar pessoas em torno de um objetivo comum, construindo relações de confiança e criando ambientes onde todos possam crescer.
Essa é uma reflexão especialmente relevante no Dia Internacional das Mulheres Cooperativistas, celebrado em 15 de outubro. Uma data que convida a reconhecer a contribuição feminina para o fortalecimento de um modelo de negócio que tem, na colaboração e no desenvolvimento coletivo, seus principais valores.
Ao longo das últimas décadas, a presença das mulheres no agronegócio brasileiro cresceu de forma significativa. Seja na gestão das propriedades rurais, na sucessão familiar, na pesquisa, na assistência técnica, na administração de negócios ou na liderança de equipes, elas vêm ocupando espaços cada vez mais estratégicos e contribuindo para transformar o setor.
Esse movimento também pode ser observado dentro do cooperativismo. Em um ambiente construído a partir da participação e do compromisso com as pessoas, as mulheres têm ampliado sua atuação e seu protagonismo, trazendo diferentes perspectivas para os desafios do presente e para a construção do futuro.
Como gestora de uma das lojas agro da Nater Coop, tenho a oportunidade de vivenciar diariamente essa transformação. Liderar equipes exige equilíbrio, escuta, preparo técnico e, sobretudo, a capacidade de compreender que resultados sustentáveis são construídos por pessoas. Nenhum objetivo é alcançado individualmente. Toda conquista nasce do trabalho conjunto, da troca de experiências e do comprometimento de cada profissional.
Ao longo dessa trajetória, aprendi que a liderança feminina não precisa reproduzir modelos já estabelecidos para gerar impacto. Pelo contrário. O valor está justamente na diversidade de visões, experiências e formas de conduzir equipes. Ambientes mais diversos tendem a estimular a inovação, fortalecer o diálogo e ampliar a capacidade de encontrar soluções para desafios cada vez mais complexos.
No cooperativismo, essa visão encontra terreno fértil para se desenvolver. Afinal, cooperar significa reconhecer o valor de cada pessoa, respeitar diferentes trajetórias e construir oportunidades para todos. Quando mais mulheres participam dos espaços de decisão, das lideranças e da gestão dos negócios, o cooperativismo se fortalece e amplia sua capacidade de gerar desenvolvimento para as comunidades onde está presente.
Ainda existem desafios a serem superados. Mas os avanços conquistados demonstram que cada vez mais mulheres estão preparadas para assumir posições estratégicas e para contribuir para o crescimento do agronegócio e do cooperativismo. Ao ocuparem espaços de liderança, elas contribuem com a construção de organizações mais humanas, inovadoras e conectadas com as transformações da sociedade.
Celebrar o Dia Internacional das Mulheres Cooperativistas é reconhecer essa contribuição e valorizar histórias de dedicação, competência e liderança que inspiram novas gerações. E é reafirmar que o desenvolvimento coletivo acontece quando diferentes talentos encontram oportunidades para florescer. No cooperativismo, crescer juntos também significa garantir que mais mulheres possam liderar, transformar e inspirar.
Foto: Pexels – EqualStock IN
Fonte: Marta Moreira – P6 Comunicação
Flaviane Bastos, gerente de loja agro Nater Coop
















