Inspirado no fruto nativo comum em diferentes regiões da Mata Atlântica, o Festival Gabiroba realiza a sua primeira edição, nos dias 30 e 31 de outubro, na Reserva Ambiental Águia Branca, em Vargem Alta, com uma programação que envolve gastronomia, território, cultura e empreendedorismo. A proposta do festival é trazer a biodiversidade de volta à mesa a partir de receitas inéditas criadas por chefs de cozinha capixabas, utilizando frutos, folhas e sementes presentes na região.
Os ingressos para o evento podem ser retirados gratuitamente por meio do link https://www.sympla.com.br/evento/festival-gabiroba/3582442?share_id=.
Com o tema “Educação e Conexão com a Floresta”, o primeiro dia do festival terá início às 9h e incluirá caminhada botânica com o consultor ambiental Jorge Forager e o mateiro Adenilson Panzin. Em seguida, haverá o bate-papo “Biodiversidade, fonte de alimento, cultura e memória”, com Jorge Forager e a bióloga Karla Pedra, e a Feira dos Produtores da Floresta. A trilha sonora ficará por conta da apresentação do Trio Brasilidades.
No segundo dia, a programação começa às 13h30, com o tema “Gastronomia e Saberes da Floresta”, tendo como destaque o lançamento do livro de receitas “Da mata à mesa – Gastronomia da Mata Atlântica”. A obra traz as criações gastronômicas dos chefs Renato Santos, Beto Brunelli, Ricardo Silva e Robson Feu, e será distribuída gratuitamente no local.
Juntamente com o lançamento haverá o bate-papo entre o chef Ricardo Silva e Adenilson Panzin, e uma aula-show em que os chefs Renato Santos, Beto Brunelli e Ricardo Silva irão preparar as receitas presentes na publicação. O encerramento terá apresentação de MPB com a saxofonista Kátia Rocha e o violonista Leo Carvalho.
O Festival Gabiroba é uma realização da Caju Produções e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Roaunet, com patrocínio do Grupo Águia Branca e apoio da Reserva Ambiental Águia Branca, Sapucaia da Mata, Natureza Eco Lodge, Cozinha Rústica Bistrô e Sebrae.
Sabores da floresta
Coordenador da Caju Produções e coidealizador do evento, Vinicius Rodrigues conta que o festival surgiu da vontade de aproximar as pessoas da Mata Atlântica por meio de experiências que fazem parte do cotidiano delas. “A gente percebeu que falar de biodiversidade e preservação não precisa acontecer apenas de uma maneira técnica ou científica. Podemos falar sobre a floresta também através da comida, dos sabores, das histórias, dos produtores e dos conhecimentos que passam de geração para geração”, comenta.
O principal conceito do festival, segundo o coordenador, é mostrar que a floresta não está distante da nossa vida: ela está presente na alimentação, na cultura, nas memórias e na própria identidade do território. Assim, a escolha dos chefs participantes aconteceu a partir da relação desses profissionais com o território onde o Festival Gabiroba acontece.
É o caso dos chefs Renato Santos, Beto Brunelli, Ricardo Silva e Robson Feu, que foram convidados a criar receitas utilizando ingredientes ligados à biodiversidade da Mata Atlântica, trazendo seus próprios repertórios, técnicas e formas de interpretar esses produtos.
Criações gastronômicas
As criações gastronômicas dos chefs estão em destaque no livro de receitas “Da mata à mesa – Gastronomia da Mata Atlântica”, acompanhadas de fotos e do passo a passo para a montagem dos pratos. A obra é um dos principais produtos do Festival Gabiroba. Foram produzidos mil exemplares impressos, reunindo 12 receitas desenvolvidas especialmente para o projeto.
Os exemplares físicos serão distribuídos durante as ações do projeto e também utilizados como uma forma de fazer esse conhecimento circular para além dos dias de programação. A publicação também será disponibilizada em formato digital pelo site da Caju Produções (www.cajuproducoes.art.br), permitindo que o público em geral tenha acesso ao seu conteúdo.
Entre os destaques do livro estão a bruschetta de polenta com capeba, creme de puína e cambuci do chef Renato Santos, que preparou como prato principal o “Solo da Mata”, feito com barriga de porco, mousseline de cará, capiçoba, gel de cambuci e farofa de sapucaia com socol. De sobremesa, a “Copa da Floresta”, que leva parfait contemporâneo de gabiroba, praliné de sapucaia, gel de juçara e merengue de Cambuci.
O chef Robson Feu criou uma entrada com pinhão crocante, creme azedo e caviar de mostarda. Como prato principal, ele elaborou uma tilápia em crosta de castanha de sapucaia, purê de palmito pupunha, ervilhas frescas, minicenouras glaceadas, brócolis de rama, taioba crocante e molho verde de ervas. A sobremesa consiste em um sorbet de uvaia, merengue italiano de capim-santo, farofa crocante de castanha de sapucaia e licuri com coulis de juçara.
Por sua vez, o chef Beto Brunelli aposta no Hambúrguer Nativo, produzido com pão de sapucaia, carne suína moída, sal e pimenta-de-macaco, acompanhado de geleia de gabiroba com bacon e abacaxi. Como prato principal, Brunelli traz o filé mignon suíno com geleia de Cambuci e, de sobremesa, pudim de gabiroba.
O chef Ricardo Silva preparou como entrada o snack de sagu com coalhada de gabiroba, pesto de capiçoba e relish de frutas nativas e, como prato principal, cuscuz caipira com prime suíno e geleia de uvaia. A sobremesa é o sorbet de gabiroba com crumble de castanha de sapucaia e mel de uruçu capixaba.
Biodiversidade
Para o coordenador Vinicius Rodrigues, o livro foi pensado como ferramenta de conhecimento, memória e valorização da biodiversidade. “A ideia é despertar curiosidade sobre esses ingredientes, contar um pouco sobre sua relação com o território e apresentar as diferentes possibilidades que a gastronomia pode criar a partir deles”, observa.
As receitas presentes no livro mostram justamente essa diversidade de olhares: algumas são mais elaboradas, outras mais afetivas ou experimentais, mas todas partem de uma mesma provocação — olhar para os ingredientes do território de uma forma diferente e revelar novas possibilidades para aquilo que a Mata oferece. “Mais do que criar receitas, buscamos reunir profissionais capazes de traduzir o território por meio da gastronomia”, define Vinicius.
- FESTIVAL GABIROBA – 1ª EDIÇÃO:
Datas: 30 e 31 de outubro de 2026
Local: Reserva Águia Branca – Rodovia, ES-164, Alto Castelinho, Vargem Alta (ES), 29.295-000
Entrada: gratuita. Retirada de ingressos por meio do link https://www.sympla.com.br/evento/festival-gabiroba/3582442?share_id=.
Realização: Caju Produções e Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet
Patrocínio: Grupo Águia Branca
Apoio cultural: Reserva Ambiental Águia Branca, Sapucaia da Mata, Natureza Eco Lodge, Cozinha Rústica Bistrô e Sebrae
- PROGRAMAÇÃO:
Dia 30 de outubro (sexta-feira)
Tema: Educação e Conexão com a Floresta
9h – Recepção dos participantes e Café da Mata
9h30 – Abertura
9h45 – Caminhada Botânica com Jorge Forager e Adenilson Panzin (Adê)
12h – Almoço
14h – Bate-papo “Biodiversidade, fonte alimento, cultura e memória” com Jorge Forager e Karla Pedra
15h30 – Feira dos Produtores da Floresta
15h30 – Apresentação musical com o Trio Brasilidades
17h – Agradecimentos e encerramento
Dia 31 de outubro (sábado)
Tema: Gastronomia e Saberes da Floresta
13h30 – Recepção dos participantes e Café da Mata
14h – Abertura
14h30 – Bate-papo de lançamento do livro de receitas “Da mata à mesa – Gastronomia da Mata Atlântica”, com o chef Ricardo Silva e Adenilson Panzin (Adê); Aula-show com degustação pelos chefs Renato Santos, Beto Brunelli e Ricardo Silva
17h – Agradecimentos e encerramento
17h05 – Apresentação musical com Kátia Rocha e Leo Carvalho
- CONHEÇA OS CONVIDADOS DO EVENTO:
Adenilson Panzin (Adê) — Guardião da Mata: Junto com sua esposa Maria, pesquisa e desenvolve pratos utilizando ingredientes silvestres encontrados no bioma da Mata Atlântica. É pioneiro na produção e doação de mudas nativas, especialmente de espécies ameaçadas de extinção, além de atuar na criação de abelhas sem ferrão em Vargem Alta. É cofundador do projeto Gastronomia Mata Atlântica, desenvolvido em parceria com o Chef Ricardo Silva, aproximando conhecimentos da floresta e experiências gastronômicas.
Chef Renato Santos: Chef e instrutor de Educação Profissional em Gastronomia. Atua na formação profissional integrando técnica, criatividade, gestão e metodologias ativas, desenvolvendo experiências que aproximam cozinha, território e cultura.
Chef Beto Brunelli: Chef de cozinha, autodidata e apaixonado pela cozinha capixaba. É sócio-proprietário do Betu’s Burguer e do Anjo Doce, desenvolvendo sua trajetória profissional a partir da gastronomia e da valorização dos sabores regionais.
Chef Ricardo Silva: Chef de cozinha que desenvolve trabalhos com ingredientes da Mata Atlântica, pesquisando novos sabores e possibilidades gastronômicas que contribuam para a valorização dos produtos e das histórias do território.
Chef Robson Feu: Profissional com mais de dez anos de experiência em alta gastronomia, com perfil minimalista e atuação voltada à elaboração, desenvolvimento e montagem de pratos.
Karla Pedra: Bióloga, professora e pesquisadora, atua nas áreas de Botânica, Ecologia Vegetal, Agroecologia, Educação Ambiental e Conservação da Natureza. À frente do Laboratório de Botânica do Ifes de Alegre, transforma conhecimento científico em novas formas de perceber e cuidar daquilo que cresce ao nosso redor.
Jorge Forager: Etnobotânico e consultor em biodiversidade, seu trabalho aproxima ciência, conhecimentos tradicionais e conservação da natureza, com um olhar especial para as plantas e os cogumelos silvestres que podem alimentar, curar e contar histórias sobre os lugares onde nascem.
- SAIBA MAIS SOBRE A GABIROBA:
A gabiroba não é apenas uma fruta de polpa perfumada. Seu nome carrega uma origem tupi e uma história de relação entre povos, plantas e paisagens. Gabiroba é o nome popular de várias espécies do gênero Campomanesia, da família Myrtaceae, a mesma da goiaba, da pitanga e da uvaia. O gênero ocorre em diferentes regiões do Cerrado e da Mata Atlântica, e cada espécie tem sua área. Nas comunidades rurais e tradicionais, foi transformada em sucos, doces, licores e artesanais. A gabiroba reúne origem indígena, presença rural e possibilidades de preparo. Em 1929, a fruta foi celebrada na marchinha de carnaval “Quebra, quebra, gabiroba”, composta por Plínio de Brito e que fez sucesso na voz do cantor Januário de Oliveira. A música também se tornou popular entre as bandas de congo do Espírito Santo.
- SOBRE A CAJU PRODUÇÕES:
A Caju Produções surgiu em 2001, fundada pela empresária Tânia Silva, produtora cultural com carreira iniciada em 1985. Criou, produziu e coproduziu vários eventos culturais no Brasil e no exterior, principalmente voltados para área da música. Ainda antes da Caju, a empresária atuou na programação artística do Circo Voador, do All Bar na Lagoa e do Teatro Rival (RJ), e na produção executiva dos CDs das artistas Denise Reis, Carlos Bernardo e Kátia Rocha.
- SIGA O FESTIVAL GABIROBA NAS REDES:
Instagram: https://www.instagram.com/@festival.gabiroba
Site: www.cajuproducoes.art.br
Fonte: José Roberto Santos Neves

















