Com o Dia Internacional do Idoso se aproximando (01 de outubro), a convivência entre diferentes gerações ganha destaque como estratégia para promover envelhecimento saudável. Estudos mostram que relações ativas com familiares mais jovens fortalecem vínculos, reduzem o isolamento social e contribuem para autoestima e sensação de pertencimento dos idosos.
Uma revisão publicada em 2024 pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais analisou 25 artigos sobre o tema e concluiu que a interação entre faixas etárias é fundamental para políticas de envelhecimento saudável, com a família como eixo central. Dados da Revista Kairós Gerontologia (PUC/SP) indicam que 73% dos avós se sentem mais felizes e motivados quando participam ativamente da vida dos netos.
No Espírito Santo, espaços urbanos e residenciais têm se tornado laboratórios dessa convivência. O canal de Camburi, em Vitória, tem sido um exemplo de ponto de encontro para atividades intergeracionais, como caminhadas, rodas de conversa e piqueniques, estimulando trocas de experiências e a cognição de jovens, adultos e idosos.
Uma instituição que adotou a intergeracionalidade como eixo central é a Mo’ã – Residência de Vida Ativa. Localizada à beira do canal, o espaço promove cafés, almoços, jantares e oficinas culturais compartilhadas entre moradores e visitantes. “Estimulamos visitas e encontros porque acreditamos que envelhecimento saudável precisa estar conectado à convivência”, afirma a diretora Gabriela Taquetti.
A entidade oferece moradia fixa, temporária e serviços de Day Care, com rotina flexível e estímulo cognitivo constante. “Quando pessoas de idades diferentes compartilham atividades culturais, refeições ou oficinas, todos aprendem e crescem. São encontros que quebram barreiras, reduzem preconceitos e tornam a vida mais rica”, acrescenta Gabriela.
Especialistas reforçam que incorporar a intergeracionalidade ao cotidiano ajuda a combater solidão e depressão entre os idosos. Incentivar programas culturais conjuntos, criar espaços acessíveis e estimular práticas diárias de interação entre gerações são passos essenciais para preparar a sociedade capixaba para um envelhecimento mais ativo, saudável e integrado.
Fonte: Rosane Freitas – Mile4 Assessoria de Comunicação



















